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domingo, 23 de dezembro de 2012

canário belga - como criar?

Canário-belga
Com belas cores e talento para cantar, o passarinho pode ser uma boa fonte de lucros. Ou uma interessante terapia 

Texto João Mathias
Consultor Fabio Morais Hosken*


Existem mais de 400 cores de canários reconhecidas no mundo. Mas é a amarela, da linhagem belga, a mais popular por aqui. A busca por novas e diferentes tonalidades e combinações é um dos principais objetivos de boa parte dos criadores, que também se interessam pela definição do porte do pássaro. Apresentação em exposições e melhoramento genético da raça são outras finalidades da criação comercial do canário, que ainda desperta a atenção pelo seu belo canto.
A origem do canário-belga é, obviamente, a Bélgica. No entanto, apenas a linhagem a que ele pertence é que veio de lá, pois os antepassados dos exemplares dessa e de outras variedades têm raízes nas ilhas Canárias, um arquipélago do Atlântico junto ao continente africano. Os canários-do-reino, por exemplo, são da mesma espécie do belga, mas ganharam essa denominação por que as aves costumavam chegar ao Brasil vindas do 'reino' de Portugal. Já o canário-da-terra, sim, faz parte de uma outra espécie, nativa do Brasil.
Pertencente à família dos Fringilídeos, o canário-belga mede entre 14 e 15 centímetros da ponta do bico à extremidade da cauda. A cabeça é pequena e estreita, as pernas longas, o peito arredondado e cheio. A plumagem é compacta e lisa, sem frisos. Como é um animal de origem estrangeira, a criação não precisa de autorização do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis.
O canário não dá trabalho. Exige pouco espaço, e sua criação pode ser mantida na cidade ou em áreas rurais, servindo até como terapia para algumas pessoas. Entretanto, como é pequeno e frágil, demanda cuidados no manejo. Quando em grupo, os pássaros podem ser acomodados em viveiros; casais podem ficar em gaiolas separadas. As gaiolas mais recomendadas são as de arame galvanizado, que podem ser encontradas facilmente no varejo.
Apesar de vulneráveis a doenças respiratórias, os canários logo se curam se prontamente tratados com medicamentos vendidos em lojas especializadas. Mas é preciso separar o pássaro doente, no caso de enfermidades mais prolongadas. É recomendável manter limpo o local de criação e fora do alcance do sol e do vento. Para evitar acúmulo de sujeira e falta de ventilação, mantenha a posição da gaiola a dois centímetros da parede.
Raio X
CRIAÇÃO MÍNIMA: três casais
INVESTIMENTO INICIAL: 1.400 reais (aves, gaiolas e equipamentos)
RETORNO: 18 meses
REPRODUÇÃO: três posturas por ano, cada uma com quatro crias em média
Mãos à obra
INÍCIO - comece a atividade com apenas três casais de canários-belgas (320 reais cada casal) e com a finalidade da criação definida. Se, por exemplo, a intenção for participar de concursos e exposições, é indicado escolher pássaros com cores predeterminadas. No entanto, seja qual for o interesse pela criação, os canários devem ser saudáveis, jovens, com plumagem brilhante, pés sem inchaço e respiração silenciosa. Uma gaiola para cada casal é o suficiente, mas é bom adquirir mais unidades de reserva para os futuros filhotes.
AMBIENTE - o local de criação precisa ser bem arejado e contar com boa incidência de luz. Recomenda-se manter a temperatura em torno de 25 graus e a umidade relativa do ar a 60%.
GAIOLAS - as medidas adequadas para as gaiolas são 80 x 50 x 60 centímetros. Os modelos retangulares, com mais espaço, são os mais indicados. Devem possuir suportes do lado de fora para encaixar bebedouros e comedouros. Do lado de dentro, devem ter uma grade vertical removível, para separar o macho da fêmea fora do período de cruzamento. É importante que o piso seja uma grade sobressalente sob uma bandeja, que pode ser forrada com papel absorvente ou com folhas de jornal, o que torna a limpeza mais prática.
ACESSÓRIOS - os poleiros devem ser de madeira, com ranhuras e elípticos, com dez a 12 milímetros de diâmetro e ligeiramente achatados. Para os bebedouros e comedouros, escolha os do tipo meia-lua. Utilize três comedouros, pois os canários fazem três refeições diferentes durante o dia. Evite o acúmulo de sujeira nos bebedouros com lavagem diária, utilizando bucha e água corrente.
HIGIENE - limpe diariamente as gaiolas e troque o forro do piso. Desinfete os poleiros e retire todas as fezes da gaiola, pois sua presença pode causar coccidiose, doença que leva a mortalidade elevada no plantel. A umidade excessiva, bem como correntezas de ar, pode causar problemas e doenças respiratórias.
ALIMENTAÇÃO - para alimentar o canário-belga não há muito segredo. Ovo cozido, couve, almeirão, alpiste e também ração balanceada podem ser oferecidos na primeira fase da vida. Ração especial para os filhotes pode ser encontrada no varejo. Abasteça os comedouros para que os pais mastiguem e, em seguida, regurgitem essa pasta na garganta dos passarinhos.
REPRODUÇÃO - o período entre agosto e dezembro é o mais propício para a reprodução, cujo ciclo demora cerca de um mês. Os canários chegam a gerar até oito filhotes nessa época. As fêmeas gostam de fazer ninhos para as crias, por isso coloque fios de estopa ou aniagem ao alcance delas. A grade divisória da gaiola pode ser removida logo que a canária iniciar a montagem do ninho. Assim que forem chocados os ovos, troque o ninho para impedir que fungos e piolhos se alojem no material.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

a estaçao de troca de penas (muda)

A estação de renovação das penas

Como ocorre todo ano, está chegando a época da muda de penas.

Alguns amigos costumam olhar para esta estação com grande descanso. Já que os machos não estarão cantando, nem as fêmeas estarão reproduzindo, decidem adoptar um procedimento desleixado.

É para estes amigos, menos cuidadosos da necessidade de maiores cuidados nesta fase que alertamos: o preço deste descuido será pago na temporada seguinte, com pássaros debilitados e performance prejudicada.

Deveríamos entender a muda de penas como a “estação da renovação”, pois é o momento de recuperarmos um pássaro, garantindo mais disposição e fogosidade futura.

Muda não é doença, quando ocorre na época correcta (JULHO/AGOSTO), embora debilite o organismo do pássaro. Deve ser encarada como doença, quando ocorre fora de época. A ocorrência desta hipótese, poderá ser devido a um manejo inadequado, e, ou, debilidades orgânicas. Substituições bruscas na dieta alimentar, também podem provocar a queda de penas.

O que diferencia a “muda fisiológica” da “muda patológica” é a sua ocorrência dentro da estação que empiricamente sabemos ser correcta, fruto de longos anos de convivência com os pássaros.

Percebemos mais facilmente a chegada da muda nos machos, pois ele produz menos cantos, ou interrompe suas manifestações canoras. Já nas fêmeas, mesmo tratando-se do principal activo de um criatório, só percebemos que estão trocando suas penas, quando elas são encontradas no fundo da gaiola.

Porque e quando os pássaros mudam de penas ?

As penas, são anexos de extrema importância à sobrevivência dos pássaros: são imprescindíveis para exercer o vôo; ajudam na regulação de temperatura do corpo; auxiliam como barreira de protecção à penetração de micro organismos; auxiliam as fêmeas na incubação dos ovos e nos machos, tem um papel importante nos cortejos de acasalamento.

A necessidade das penas serem renovadas anualmente, deve-se ao desgaste que elas sofrem com atritos nas grades da gaiola, comprometimento funcional pelo ataque de ectoparasitas (piolhos e ácaros) e pela perda de plasticidade.

O processo de renovação das penas é lento, e a quantidade que estarão sendo renovadas a cada momento, está condicionada a condições ambientais e às condições orgânicas do pássaro.

A renovação se inicia através de mudanças hormonais no organismo do pássaro. Estas alterações hormonais, ocorrem por estímulos que são induzidos, a partir da redução do período de luminosidade durante o dia e oscilações na temperatura.

No entanto, não podemos desconsiderar o stress causado pelo desgaste oriundo da intensa reprodução, ou mesmo, decorrente da intensa actuação durante a temporada de competições.

Vale destacar que pássaros com melhores condições orgânicas vencerão melhor esta fase, se comparado, com aqueles que iniciam-na desgastados. Muitos poderão não suportar este período e morrer.

Não nos ateremos à pequena muda que ocorre em pássaros novos (até 4 meses de idade), comum chamada de muda de ninho, uma vez que ela não promove desgastes e muito menos inspira tanta preocupação, passando muitas vezes despercebida pelas poucas penas que são renovadas.

Cabe ressaltar que o criador deve manter-se vigilante, com os machos e as fêmeas indistintamente, pois ambos terão funções importantes na próxima temporada.

É comum observamos na residência de alguns amigos, que quando um pássaro entra na muda, ele engaveta o pássaro (como se a necessidade de luminosidade deixasse de existir), tira a água de banho, reduz a alimentação a um mero alpista ou fubá, ou, estabelece uma dieta com alto teor de gordura.

Obviamente devemos nos acercar de cuidados: com as correntes de ventos, variações bruscas de temperaturas, bem como, evitar empobrecer a dieta.

Pincelando algumas informações da literatura, destacamos que:

- Para a formação das penas as células usam proteínas, aminoácidos, energia e vitaminas, assim como sais minerais.

- No processo de muda, a pele deve receber nutriente, em quantidades suficiente para formação de penas sadias. Esta pena sadia deve ao sair do folículo ir desabrochando suas bárbulas.

- O fígado é um órgão vital, para o metabolismo dos nutrientes e formação das penas na ave. O bom estado do fígado, reflecte em um empenamento adequado. Casos de problemas de penas podem estar intimamente ligados ao estado de funcionamento deste órgão.

- Usamos muitos complexos vitamínicos com biotina (vitamina H), protectores hepáticos, suplementos de aminoácidos.

- Devemos fazer controle de parasitas intestinais, e bactérias que acometem o fígado.
Como vemos a época de pagarmos o “couvert” pelo canto dos nossos pássaros, e, identificamos nossas fêmeas pelos filhotes que foram gerados, é na “estação de renovação” das penas.
Com estas medidas garantimos que o pássaro tenha uma bela plumagem, aproveitando para reabilitar alguma deficiência orgânica que possa estar presente no pássaro.

Num ambiente adequado para a ocorrência de boa muda, certamente os pássaros terão sossego, não recebendo estímulos desnecessários tais como, esfregar fêmea para forçar o macho cantar.

Alguns amigos preferem reunir num viveiro, grupos de fêmeas que lá permanecerão durante a muda, tentando reproduzir o cenário que observamos no ambiente natural. O viveiro certamente contribui para atenuar o stress, nos momentos em que ocorre a aproximação do tratador. A desvantagem, é perceber que assumiram provisoriamente um comportamento mais arisco, quando as levamos de volta para gaiola individual, após o encerramento da muda.

No manejo com os CTs, durante o período de muda, costumo adoptar a seguinte dieta:

Farinhada: um comedor de unha diariamente;
Complexo vitamínico: 3 vezes por semana na água do bebedouro;
Complexo de aminoácidos: todos os dias na água do bebedouro.

Não custa lembrar que o macho que faz uma boa muda, retorna na alta temporada com muita fogosidade para o canto, e, sem o risco de não conseguir fertilizar os ovos. Para as fêmeas, reduz o risco de não entrar no ciclo reprodutivo, e botando a quantidade de ovos que sua genética permite.

ALIMENTAÇAO

Alimentação
Psitacídeos de Pequeno Porte
Agapornis / Calopsitas
O mesmo se passa para os psitacídeos de pequeno-porte, a sua alimentação é muito semelhante à dos médio-porte, à base de fruta e legumes frescos, mas as sementes não contêm girassol e Papa de Ovo. Acrescento bloco de cálcio para fortalecer as aves na altura de criação e uma mistura muito completa de grite.





Fruta Fresca:
Legumes:
Papa de Ovo:
Cenoura
Laranja
Maça

Pêra
Cabeça de NaboEspinafres
Brócolos
Grelos
Witte molen
Já com vitaminas e Pré-biotico





Sementes:
 
Pet Cup intercereais
para Agapornis.

sexta-feira, 2 de março de 2012