COMO TER UM COLEIRO?
Você deve pocurar um criatório comercial ou um criador amadorista que possa transferir um coleiro para você. No primeiro caso (criatório comercial), basta encontrar um e adquirir a ave, com sua nota fiscal. No segundo caso (criador amadorista), você deve se cadastrar na internet, no site do Sispass (www.ibama.gov.br/sispass), pagar o boleto com a anuidade, procurar alguém que queira transferir um coleiro e receber (via internet) a documentação do pássaro.
Para Reproduzir um Coleiro:
Os coleiros se reproduzem de Outubro a Maio. Este é o período da natureza em que as aves se reproduzem. Não coloque um macho com uma fêmea na mesma gaiola. Somente deixe que eles compartilhem o mesmo ambiente durante a gala. Depois, separe os dois. Para que as chances de os dois "se aceitarem" sejam maiores, deixe ambos se escutando por um período (o macho escutando a fêmea e vice-versa). Assim, eles vão ficando preparados e incentivados para quando chegar o momento do cruzamento, da "gala".
Para Esquentar um Coleiro:
Coleiros podem, no decorrer da vida, parar de cantar. Isso pode acontecer quando eles ficam doentes, quando ficam tristes, quando não são manuseados o suficiente, quando voltam da muda, quando estão com medo, quando viram ou ouviram outro macho que os intimidou, etc.
Há várias dicas para fazer um coleiro voltar a cantar, "esquentar" de novo. Você terá de descobrir o que vai fazer o seu "soltar o canto":
- Banhos de Sol.
- Banheiras com água.
- Lugares abertos, com barulho de natureza.
- Ouvir, à distância, um outro coleiro cantar (ou um CD)
- Ver ou escutar uma fêmea.
- Ficar pendurado em lugares interessantes (de forma que ele possa ver movimento).
Tudo isso coopera para o coleirinho cantar normalmente. CUIDADO para não cobrar que seu coleiro cante o ano inteiro. É quase consenso de que os coleiros só cantam de Setembro a Abril. Não force o seu bichinho a cantar entre Maio e Agosto, isso pode prejudicar a saúde dele e até fazer com que ele nem cante nos mêses em que deveria cantar. E nunca se esqueça: DÊ TEMPO AO TEMPO.
Para Esquentar um Coleiro de Torneio:
Em primeiro lugar é necessário destacar que nem todo coleiro é de torneio. Isso deve ficar claro desde o início. Os coleiros de torneio são pássaros de fibra (que não se intimidam com outros machos). Então, o primeiro passo para ter um coleiro de torneio é saber se ele é, de fato, um pássaro de torneio.
Para preparar o coleiro, vamos listar algumas das dicas dadas pelos passarinheiros que freqüentam os torneios Brasil afora. Vale lembrar que as dicas são diferentes porque os pássaros de cada um são diferentes também.
- Há quem prepare o coleiro com uma parelha (ver no canal "Dicionário" o que é parelha). Estes criadores colocam o pássaro escutando um outro coleiro de longe, assim, ele vai se sentir confiante para soltar seu canto e demarcar seu território.
- Há quem não tenha um segundo coleiro para fazer a parelha. Nestes casos, os criadores acabam recorrendo mesmo ao CD. Coloque o CD para fazer a "parelha" com o coleiro, para que ele se acostume a cantar em desafio a um outro.
- Há quem prepare o coleirinho para os torneios com uma fêmea. Deixam o coleiro vendo a fêmea nos períodos anteriores ao torneio para que ele fique bastante agitado, cantando bastante. O risco que se corre é de que o coleiro fique "enfemeado", ou seja, dependente de uma fêmea para cantar (e na roda não tem fêmea para ele se exibir, e sim outros machos desafiando ele!).
- Há criadores que rejeitam o uso de parelha, de CD ou de fêmea para incentivar o coleirinho. Afirmam que coleiro bom canta sozinho e não precisa de recursos para cantar.
- Há quem coloque vários poleiros na gaiola de torneio, para "travar" a gaiola. Assim, o coleiro tem menos espaço para voar e fica mais concentrado em sua cantoria.
- É consenso entre os criadores que coleiros de fibra devem estar sempre sendo mudados de prego, para acostumarem-se a cantar no mais diversos locais. Um coleiro que fica sempre no mesmo prego fica assustado quando chega na roda.
CUIDADO COM AS DOENÇAS!
Arranque de Penas:
Não é normal que um pássaro arranque as penas. Se isso acontece, é porque existe algum desequilíbrio na parte alimentar. O que ocorre é que o pássaro procura nas penas o alimento de origem animal que lhe falta na dieta diária. Esse é o único recurso de que dispõe. Muita das vezes, isso se torna um vício, mesmo após o tratamento e restabelecido o empenamento.
Diarréia:
A diarréia pode ser observada quando o pássaro está com suas penas arrepiadas, as fezes aguadas e verdes. Em volta da cloaca as penas ficam sujas e o pássaro apresenta uma impressão de sujeira por todo o corpo. Este pássaro deve ser isolado e sua gaiola e acessórios esterilizados. As causas podem ser Coccidiose, Verminose, infecção bacteriana, administração pelo criador de verduras mal lavadas ou alface, sementes velhas ou mal conservadas. Suspenda a alimentação de vegetais e cubra a gaiola para agasalhá-lo. A coleta das fezes deve ser providenciada para que o Médico Veterinário possa prescrever o tratamento correto, lembrando que isso deve ser feito o mais rápido possível, tendo em vista as aves estarem debilitadas e desidratadas. A coleta é feita diretamente de um papel limpo colocado no fundo da gaiola e posteriormente colocando em um coletor, que pode ser o vendido nas farmácias para coleta de fezes humanas.
Dificuldade na Postura de Ovos ( Ovo Encruado ):
As fêmeas jovens, ou que não voam, podem apresentar o problema conhecido como ovo encruado, ou ovo preso. O ovo pára no oviduto e não sai. O primeiro sintoma de ovo preso verifica-se quando a fêmea desmonta todo o ninho, ou senta-se sobre as penas do rabo. Você pode colocar algumas gotas de óleo no canal de saída do ovo, ou então colocar a fêmea cuidadosamente sobre vapor d'água para facilitar a saída do ovo. As fêmeas que passam por este problema devem ficar sem reproduzir por toda uma temporada, para que possam se refazer.
Doença Respiratória:
Causada geralmente pelas quedas de temperatura acompanhadas por correntes de ar.
Mantenha a gaiola dentro de casa, encape a mesma e com auxílio de uma lâmpada de 25W aproximadamente, procure manter a temperatura em torno de uns 35 a 40º. Tão logo você perceba que o pássaro esteja melhor, vá afastando a lâmpada gradualmente até atingir a temperatura ambiente. Dê ao pássaro, se o resfriado não vier acompanhado de diarréia,um pouco de açúcar mascavo na água. Você pode administrar essa água, com um conta-gotas, diretamente dentro do bico do pássaro, em alguns casos será necessário o uso de algum antibiótico.
Mantenha a gaiola dentro de casa, encape a mesma e com auxílio de uma lâmpada de 25W aproximadamente, procure manter a temperatura em torno de uns 35 a 40º. Tão logo você perceba que o pássaro esteja melhor, vá afastando a lâmpada gradualmente até atingir a temperatura ambiente. Dê ao pássaro, se o resfriado não vier acompanhado de diarréia,um pouco de açúcar mascavo na água. Você pode administrar essa água, com um conta-gotas, diretamente dentro do bico do pássaro, em alguns casos será necessário o uso de algum antibiótico.
Prisão de ventre:
A Prisão de Ventre, doença um pouco mais rara, acontece quando o pássaro tem pouco espaço para exercitar-se.
Para evitar esse mal, alimente-o com verduras e forneça-lhe uma gota de óleo de fígado de bacalhau e dê-lhe espaço para exercitar-se. Para curar desta doença, use uma pitada mínima de sal-de-frutas na água, não se esquecendo de trocar a água no fim do dia.
Para evitar esse mal, alimente-o com verduras e forneça-lhe uma gota de óleo de fígado de bacalhau e dê-lhe espaço para exercitar-se. Para curar desta doença, use uma pitada mínima de sal-de-frutas na água, não se esquecendo de trocar a água no fim do dia.
Coccidiose:
Provoca diarréia e pode ser observada quando o pássaro está com suas penas arrepiadas, as fezes aguadas e verdes. Em volta da cloaca as penas ficam sujas e o pássaro apresenta uma impressão de sujeira por todo o corpo. Este protozoário agride a mucosa intestinal de forma que altera a permeabilidade das células absortivas intestinais promovendo perdas nutricionais (eletrólitos, vitaminas, minerais e metais) podendo desencadear um quadro de anemia por perdas sangüíneas nas fezes ou pela deficiência na absorção intestinal de ferro . A ave fica enfraquecida com perda de apetite e quando não efetuado o tratamento adequado pode se estabelecer um curso letal nesta patologia.







