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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

coleiro

COMO TER UM COLEIRO?

Você deve pocurar um criatório comercial ou um criador amadorista que possa transferir um coleiro para você. No primeiro caso (criatório comercial), basta encontrar um e adquirir a ave, com sua nota fiscal. No segundo caso (criador amadorista), você deve se cadastrar na internet, no site do Sispass (www.ibama.gov.br/sispass), pagar o boleto com a anuidade, procurar alguém que queira transferir um coleiro e receber (via internet) a documentação do pássaro.
Para Reproduzir um Coleiro:
Os coleiros se reproduzem de Outubro a Maio. Este é o período da natureza em que as aves se reproduzem. Não coloque um macho com uma fêmea na mesma gaiola. Somente deixe que eles compartilhem o mesmo ambiente durante a gala. Depois, separe os dois. Para que as chances de os dois "se aceitarem" sejam maiores, deixe ambos se escutando por um período (o macho escutando a fêmea e vice-versa). Assim, eles vão ficando preparados e incentivados para quando chegar o momento do cruzamento, da "gala".
Para Esquentar um Coleiro:
Coleiros podem, no decorrer da vida, parar de cantar. Isso pode acontecer quando eles ficam doentes, quando ficam tristes, quando não são manuseados o suficiente, quando voltam da muda, quando estão com medo, quando viram ou ouviram outro macho que os intimidou, etc.
Há várias dicas para fazer um coleiro voltar a cantar, "esquentar" de novo. Você terá de descobrir o que vai fazer o seu "soltar o canto":
- Banhos de Sol.
- Banheiras com água.
- Lugares abertos, com barulho de natureza.
- Ouvir, à distância, um outro coleiro cantar (ou um CD)
- Ver ou escutar uma fêmea.
- Ficar pendurado em lugares interessantes (de forma que ele possa ver movimento).
Tudo isso coopera para o coleirinho cantar normalmente. CUIDADO para não cobrar que seu coleiro cante o ano inteiro. É quase consenso de que os coleiros só cantam de Setembro a Abril. Não force o seu bichinho a cantar entre Maio e Agosto, isso pode prejudicar a saúde dele e até fazer com que ele nem cante nos mêses em que deveria cantar. E nunca se esqueça: DÊ TEMPO AO TEMPO.
Para Esquentar um Coleiro de Torneio:
Em primeiro lugar é necessário destacar que nem todo coleiro é de torneio. Isso deve ficar claro desde o início. Os coleiros de torneio são pássaros de fibra (que não se intimidam com outros machos). Então, o primeiro passo para ter um coleiro de torneio é saber se ele é, de fato, um pássaro de torneio.
Para preparar o coleiro, vamos listar algumas das dicas dadas pelos passarinheiros que freqüentam os torneios Brasil afora. Vale lembrar que as dicas são diferentes porque os pássaros de cada um são diferentes também.
- Há quem prepare o coleiro com uma parelha (ver no canal "Dicionário" o que é parelha). Estes criadores colocam o pássaro escutando um outro coleiro de longe, assim, ele vai se sentir confiante para soltar seu canto e demarcar seu território.
- Há quem não tenha um segundo coleiro para fazer a parelha. Nestes casos, os criadores acabam recorrendo mesmo ao CD. Coloque o CD para fazer a "parelha" com o coleiro, para que ele se acostume a cantar em desafio a um outro.
- Há quem prepare o coleirinho para os torneios com uma fêmea. Deixam o coleiro vendo a fêmea nos períodos anteriores ao torneio para que ele fique bastante agitado, cantando bastante. O risco que se corre é de que o coleiro fique "enfemeado", ou seja, dependente de uma fêmea para cantar (e na roda não tem fêmea para ele se exibir, e sim outros machos desafiando ele!).
- Há criadores que rejeitam o uso de parelha, de CD ou de fêmea para incentivar o coleirinho. Afirmam que coleiro bom canta sozinho e não precisa de recursos para cantar.
- Há quem coloque vários poleiros na gaiola de torneio, para "travar" a gaiola. Assim, o coleiro tem menos espaço para voar e fica mais concentrado em sua cantoria.
- É consenso entre os criadores que coleiros de fibra devem estar sempre sendo mudados de prego, para acostumarem-se a cantar no mais diversos locais. Um coleiro que fica sempre no mesmo prego fica assustado quando chega na roda.



CUIDADO COM AS DOENÇAS!

Arranque de Penas:
Não é normal que um pássaro arranque as penas. Se isso acontece, é porque existe algum desequilíbrio na parte alimentar. O que ocorre é que o pássaro procura nas penas o alimento de origem animal que lhe falta na dieta diária. Esse é o único recurso de que dispõe. Muita das vezes, isso se torna um vício, mesmo após o tratamento e restabelecido o empenamento.
Diarréia:
A diarréia pode ser observada quando o pássaro está com suas penas arrepiadas, as fezes aguadas e verdes. Em volta da cloaca as penas ficam sujas e o pássaro apresenta uma impressão de sujeira por todo o corpo. Este pássaro deve ser isolado e sua gaiola e acessórios esterilizados. As causas podem ser Coccidiose, Verminose, infecção bacteriana, administração pelo criador de verduras mal lavadas ou alface, sementes velhas ou mal conservadas. Suspenda a alimentação de vegetais e cubra a gaiola para agasalhá-lo. A coleta das fezes deve ser providenciada para que o Médico Veterinário possa prescrever o tratamento correto, lembrando que isso deve ser feito o mais rápido possível, tendo em vista as aves estarem debilitadas e desidratadas. A coleta é feita diretamente de um papel limpo colocado no fundo da gaiola e posteriormente colocando em um coletor, que pode ser o vendido nas farmácias para coleta de fezes humanas.
Dificuldade na Postura de Ovos ( Ovo Encruado ):
As fêmeas jovens, ou que não voam, podem apresentar o problema conhecido como ovo encruado, ou ovo preso. O ovo pára no oviduto e não sai. O primeiro sintoma de ovo preso verifica-se quando a fêmea desmonta todo o ninho, ou senta-se sobre as penas do rabo. Você pode colocar algumas gotas de óleo no canal de saída do ovo, ou então colocar a fêmea cuidadosamente sobre vapor d'água para facilitar a saída do ovo. As fêmeas que passam por este problema devem ficar sem reproduzir por toda uma temporada, para que possam se refazer.
Doença Respiratória:
Causada geralmente pelas quedas de temperatura acompanhadas por correntes de ar.
Mantenha a gaiola dentro de casa, encape a mesma e com auxílio de uma lâmpada de 25W aproximadamente, procure manter a temperatura em torno de uns 35 a 40º. Tão logo você perceba que o pássaro esteja melhor, vá afastando a lâmpada gradualmente até atingir a temperatura ambiente. Dê ao pássaro, se o resfriado não vier acompanhado de diarréia,um pouco de açúcar mascavo na água. Você pode administrar essa água, com um conta-gotas, diretamente dentro do bico do pássaro, em alguns casos será necessário o uso de algum antibiótico.
Prisão de ventre:
A Prisão de Ventre, doença um pouco mais rara, acontece quando o pássaro tem pouco espaço para exercitar-se.
Para evitar esse mal, alimente-o com verduras e forneça-lhe uma gota de óleo de fígado de bacalhau e dê-lhe espaço para exercitar-se. Para curar desta doença, use uma pitada mínima de sal-de-frutas na água, não se esquecendo de trocar a água no fim do dia.
Coccidiose:
Provoca diarréia e pode ser observada quando o pássaro está com suas penas arrepiadas, as fezes aguadas e verdes. Em volta da cloaca as penas ficam sujas e o pássaro apresenta uma impressão de sujeira por todo o corpo. Este protozoário agride a mucosa intestinal de forma que altera a permeabilidade das células absortivas intestinais promovendo perdas nutricionais (eletrólitos, vitaminas, minerais e metais) podendo desencadear um quadro de anemia por perdas sangüíneas nas fezes ou pela deficiência na absorção intestinal de ferro . A ave fica enfraquecida com perda de apetite e quando não efetuado o tratamento adequado pode se estabelecer um curso letal nesta patologia.

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